1 de dez de 2010

Canção à Lua Nova

Quando você voltar,
De uma manhã à outra eu sorrirei,
E sobre tenras flores dormirei,
Em teu seio e em meus sonhos,
E entre duendes, sempre risonhos.

Quando você voltar,
Na Terra nada se apagará.
Em toda a sua chama se lerá
A cor da vida que me cativou
Trazendo-me cá pra onde estou.

Oh! Lua de tantas canções e poemas,
De tantas metáforas, centenas,
De fases escondidas, nuas,
Outrora dando a cara nas ruas,
Rainha oculta de um reino escancarado,
Pequena luz de um dia ensolarado!

Volte, volte para a noite escura
Que as estrelas pedem tua cura;
Que eu (ai de mim!) te espero,
Cão solitário, uivo - Te quero...

Oh! Lua de prata espelhada, só,
Trocando seu pirlimpimpim em pó,
Lua dourada, avermelhada, de mel,
Ostentando um brilho único no céu,
Mãe protetora dos enamorados,
Encantadora dos seres encantados!

Volte, volte pra teu lugar de direito
Há estacas rodeando meu peito,
Que eu (ai de mim!) te rogo:
- Volta, volta, volta logo!