19 de dez de 2008

Audiência

Não entendo, é meu blog.
Por mais preces que eu rogue,
Por mais que com os nervos jogue,
Nada faz com que me desafogue.
Mesmo assim, não me deslogue!
Mesmo se se sentir grogue,
Este ainda é meu blog (og, og, og...)

Alô? Tem alguém aí? (aí? aí? aí?...)

26 de set de 2008

O Toque Verde

Não sei se meu tema de layout do twitter foi escolhido por que eu estava com essa idéia germinando na minha cabeça, mas só agora ela brotou. (Nota: parágrafo escrito com trocadilhos infames)

Parei pra pensar e descobri que parado apenas pensando não ia chegar a lugar algum. Então acabei pensando em movimento mesmo. Pensei na minha rotina de todos os dias. Desde o início do início: aquela piada infame, que diz que a primeira coisa que fazemos ao acordar todos os dias é abrir os olhos. De fato.

Quando abrimos os olhos de manhã, é porque estávamos dormindo. E dormimos em uma cama, com um colchão, que tem um lençol (às vezes). Dormimos com a cabeça em um travesseiro que tem uma fronha, e usando, opcionalmente, um cobertor ou lençol para nos aquecer.

Então levantamos. Desligamos o despertador (quando há um) e calçamos algo, ou então pisamos no chão mesmo, de madeira. Trocamos nosso pijama (leia-se "roupa para dormir" - quando há) pela roupa de sair de casa, ou então tomamos banho com água encanada e vamos pra cozinha tomar café.

Vou resumir pra chegar logo ao ponto.

Aí saímos de tênis ou sapato, andamos até o carro ou até o ponto de ônibus, chegamos em nosso local de trabalho ou estudo, sentamos em cadeiras manufaturadas e trabalhamos com instrumentos fabricados como computadores ou lápis e papel. A volta pra casa segue o caminho inverso da ida, no carro, ônibus, enfim, acaba o dia. E uma coisa ficou faltando nele.

Da forma como descrevi a rotina, é difícil perceber mesmo o que é. Mas você pode usar o título deste artigo pra te ajudar a pensar. Pense em todas as coisas que tocou, desde o momento em que acordou até a hora em que foi dormir. Seu pé, se não estava dentro de um calçado, pisou o chão frio e duro de seu apartamento ou casa. Sua mão não encostou senão em coisas para escrever, ou nas teclas de um teclado. Ou então na barra de segurança dos ônibus, no volante do carro, no cartão de débito ou no dinheiro pra pagar o almoço. Na sua carteira ou bolsa. Quando muito, encostamos em outras pessoas (o que é raro, por sinal). Faltou algo?

Nesse ponto do pensamento, eu estava na quase-paranóia. Veja: passamos semanas, até meses a fio, sem sequer tocar em qualquer vegetal. Uma florzinha ou folhinha que seja. Pense: há quanto tempo você não pisa em terra fresca? Ou se recosta em uma árvore? Senta ou pisa na grama? Se responder que foi há pouco tempo, parabéns: você é uma exceção. De minha parte, confesso que meus pés não vêem grama ou uma terra fresca (ou a areia da praia, de toda sorte) há muito.

Foi por isso que, ao desfolhar esta idéia há um tempo atrás, eu deliberadamente fui até o vegetal mais próximo e o toquei. Tá, coisa de louco, mas não se pode negar que praticamente tudo em que encostamos hoje foi feito por outras pessoas, ou vieram através de outras pessoas. Já com as que vieram da fábrica da mãe natureza, é quase nulo. E eu queria consertar isso o mais breve possível naquele momento. (leve trocadilho no parágrafo, e pra terminar, mais uma rima abaixo)

Por isso, salvemos o planeta (sem demagogia). Mas antes vamos acabar com essa hipocrisia, de que o planeta é de todos os países, mas os produtos fabricados no meu país têm que ter preço melhor. A unidade da humanidade é a única unanimidade inteligente. (rá!)

17 de set de 2008

21 de ago de 2008

Cardápio

Ok, ok, ok, ok, ok.

As minhas constantes tentativas de justificar a minha própria ausência deste espaço dão ótimo assuntos para artigos, mas eu não posso falar sempre disso aqui. Então, como aperitivo, vou deixar uma lista de assuntos aqui e quando vocês, caros consumidores de trapos, sentirem que é o momento, por favor, cobrem deste pobre blogueiro uma posição.

  • Como melhorar a vida profissional sem uma correspondente queda na vida pessoal/social;
  • Idéias legais que aparentemente não dão certo mas depois bombam completamente (ao ponto de fazer valer pequenos investimentos financeiros no projeto sem ganhar nada);
  • A relação que este blogueiro, ora auto-denominado "Primeiro Filho da Água", já teve com o mar, e que hoje já não é mais tão íntima;
  • Propaganda eleitoral gratuita, o show dos candidatos a vereador e os novos "formatos" deste tipo de programa;
  • Meus planos uber-secretos e ultra-malignos de conquistar o mundo através do meu domínio na internet;
  • Escrever mais poemas para finalizar a compilação que estou fazendo deles;
  • Motivos pelo qual não é só o fim do ano que faz a relação entre eu e meu computador pessoal ficar distante;
  • Como coisas que chegam para, teoricamente, melhorar a vida das pessoas se tornam, ironicamente, o maior causador de problemas para elas.

Depois eu penso em mais coisas. Por enquanto, fiquem com os comerciais.

--

Amanhã!

- Pois é, D. Geralda. Precisa ver como durmo bem todas as noites!


Ele pensou que estava livre do vizinho barulhento, mas não contava com uma nova figura no pedaço: o vendedor de pipocas da pracinha, Evilênio da Pipoca.

- Pô, Pipoca, pára de fazer pipoca aí embaixo, são duas da manhã!
- Desculpe, Lino, preciso trabalhar amanhã!


Então ele teve a idéia de dormir de tarde, mas...

- ÓÓÓÓIA A PIPOOOOOOCAAAAAAAAA!
- Ai... Não acredito...


RESIDENTE: EVIL II - O PIPOQUEIRO
Filme: inédito!
Em SuperCine!
Amanhã, depois de Zorra Total! (Na verdade, não. Explicações abaixo.)

[A primeira versão foi um sucesso moderado, por isso a seqüência não teve investimento dos grandes estúdios e nem foi para os cinemas.]

24 de jul de 2008

Eu e a Espiral 2.0

É interessante como fatos aparentemente sem nenhuma relação um com o outro se juntam em uma ligação que o cérebro consegue formar. Aliás, acho que essa é a grande capacidade de um cérebro em relação a uma máquina: conseguir ligar fatos e palavras aleatórias, semanticamente díspares.

Fato 1: Como um profissional da área de tecnologia, mas especificamente em desenvolvimento web, nas últimas semanas andei lendo muito sobre serviços da web 2.0 que estão bombando por aí, e decidi que eu ia entrar na maioria deles. Foi assim que eu criei o meu Twitter e o meu OpenID. Pra quem não sabe o que é, é só procurar na sua máquina de busca favorita.

Fato 2: Na mesma semana, fiquei pensando em como melhorar a minha postura profissional sem ter uma queda correspondente na minha qualidade de vida (nota mental: assunto para outro artigo). Sim, meu horário é super-flexível, e portanto tenho uma liberdade sem páreo no mundo profissional, mas isso acarreta em mais responsabilidade ainda. Que é algo em que eu preciso melhorar.

Fato 3: Navegando em sites web 2.0, como descrito no fato 1, esbarrei as recomendações de faixa integral no meu last.fm. Havia uma banda lá, Love Spirals Downwards, da qual eu tinha ouvido uma única faixa (a que eu tenho no meu computador). Ouvi a faixa e resolvi baixar o álbum inteiro, e gostei muito.

E o que é que isso tudo tem a ver um com o outro? Bem, tirando o fato de que o fato 1 e o fato 3 se ligam através da web 2.0 (não perca a conta), nada. Explico (ou pelo menos, tento): tentar melhorar a minha postura profissional significa renovar alguns princípios meus, e também alguns hábitos, me tornando uma espécie de "Eu 2.0". Tá certo que o "2.0" da "web" é diferente do "eu", mas vale a ligação.

Por conta dessa mudança de postura (mudanças sempre são difíceis...), eu escrevi em um dos meus tweets que meu trabalho está espiralando para baixo. Era uma frase esquisita sem qualquer ligação com o que eu havia feito antes, mas vá lá: se você freqüenta este espaço há algum tempo, já deve estar acostumado.

E onde está o fato 3? Leia de novo o que eu escrevi no tweet. "Espiralando para baixo". Juro que só percebi a ligação uns dois dias depois, pensando no impacto que isso poderia ter quando meus colegas de trabalho (que lêem meus tweets e meu blog) vissem aquilo.

Não é incrível? E foi totalmente subliminar, inconsciente, algo que eu não fiz de propósito. Meu cérebro é que fez isso. E sozinho.

E eu que às vezes penso que seres humanos são máquinas de reconhecimento de padrão super-avançadas...

17 de jul de 2008

Funk do Pijama (ou A Lei Seca)

Essa eu vi no blog do Barroca. Dá uma chegada lá pra você ver.

Engraçado é que ele ficou feliz e concordou em ter sido preso, justamente pelo fato de que, agora, a lei está sendo cumprida. Isso sim é lição de cidadania. E esta não é, por favor, uma frase irônica (sério).

3 de jun de 2008

Zero Sete

Cansado de trabalhar tanto, lutando pra que a empresa dê certo, credibilidade em baixa com clientes, deadlines se acumulando, fluxo de caixa, paradigmas, feedback, financiamento, recessão, inflação, juros em alta...

Todo um cenário perfeito para que eu me estressasse.

E, no entanto, nada como um álbum que você queria ouvir há um tempão, mas não ouviu porque o fone do seu tocador de MP3 estava estragado.

Assim fica fácil trabalhar. :)

27 de mai de 2008

Por favor...

... sabe me dizer onde fica a Rua Fulano de Tal?

Quem nunca passou por isso? Perguntar (e dar) informações e direções para quem não sabe andar nos bairros longínquos de casa é corriqueiro. Esta semana, aconteceu comigo três vezes no mesmo dia. Duas no mesmo ponto de ônibus. E ainda, por pessoas que passavam a pé.

Então é que vem a dúvida. Qual o critério para a abordagem de pessoas estranhas? Ou melhor, o que faz as pessoas escolherem a quem perguntar por informações?

Uma das coisas que pensei é o critério da "encarabilidade". Em tempos de violência urbana desenfreada, uma pessoa com menos cara de mau é um fator nesses momentos. É melhor perguntar para um cara encostado com o pé na parede, com a barba malfeita, de óculos escuros e boné, colete jeans e um colar prateado grande, mascando um chicletes e com as mãos nos bolsos; ou para uma doce e singela senhora, com idade um pouco mais avançada, usando um xale verde bordado e um saia de cetim marrom? Esse critério, inclusive, pode até mesmo fazer com que a pergunta fique para a próxima esquina, pois ali não tem nenhuma pessoa "apta" para dar uma resposta.

Tem gente que prefere o critério da distância. A pessoa mais próxima é a mais indicada para que se pergunte alguma coisa, e pronto. E, mesmo em tempos de violência urbana desenfreada, essas pessoas nem ligam nesses momentos. Três pessoas andam na rua, aí você tá perdido e olha pro passeio, o primeiro que olhar é o alvo. Pergunta-se, se ele ou ela não souber, pergunta-se pro próximo e por aí vai.

No entanto, o critério que é mais usado, acho eu, é o humor da pessoa que vai ser perguntada. Eu já disse aqui antes que acho que as pessoas tem uma capacidade boa de detectar o estado de espírito das outras, mesmo que sejam totalmente desconhecidas. No dia citado acima, eu estava com um bom humor raro nos últimos meses. E talvez isso tenha contribuído. Seria a tal da Lei da Atração? (nota: nunca li o livro)

Enfim. Coisas das relações humanas. Estranho mesmo foi o dia em que três meninas atravessaram a rua dizendo se poderiam ficar por ali por uns segundos porque viram alguns caras "mal-encarados" vindo na direção delas. E depois disseram que já estava tudo bem, porque "a galera" delas estava chegando. Pra mim eles é que eram mal-encarados, mas essa é uma outra história.

12 de mai de 2008

Tenho uma coisa a dizer:

SAUDADE

22 de abr de 2008

Três semestres, quatro meses e sessenta dias

Pra outras pessoas, parece muito. Passa rápido, pra elas. Eu sei que foi quase ontem, realmente o tempo passa rápido sob essa perspectiva.

Mas pra nós, não.

Pra nós, esse tempo "todo" é pouco. Não foi quase nada, na verdade. E essa visão vem da certeza de que teremos muito mais tempo para muito mais coisas do que o que passou.

Para nós, certo é o futuro. Incerto e comum.

Futuro que amedronta por vezes, mas em todas essas vezes a coragem veio. E, é claro, com a ajuda do outro.

A coragem de enfrentar a incerteza do futuro vem da certeza do futuro comum. Vem diretamente do outro.

Para nós, dois anos é pouco perto do que passaremos juntos.

Muito pouco.

***

Há três semestres, quatro meses e noventa dias atrás, uma pessoa até então desconhecida comentou algo aqui. E eu, curioso, quis saber quem era. Dizem que a curiosidade matou o gato. Porém, aconteceu o contrário. O gato ficou mais vivo do que nunca. E feliz.

Rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr...

27 de mar de 2008

Water Proof

Meus ímpares consumidores do segmento trapístico, este que vos escreve já o fez aqui neste espaço a respeito de chuvas, de banhos, até de lágrimas. Só não falei a respeito do mar ainda, mas o farei um dia -- contarei da vez em que conversei com o mar, e ele me respondeu. Enfim, já falei muito a respeito de água. Pois bem, o que contarei aqui é exatamente isso. Água. Muita água.

Pela janela do ônibus eu já havia visto que estava chovendo, e que no meio do caminho a chuva havia apertado bastante. Então me preparei: recolhi o MP3 de minhas orelhas e guardei na mochila para que não houvesse o risco de defeito posterior. O celular continuou no bolso direito da calça, pois ali ele ainda estava razoavelmente protegido.

Qual não foi a minha supresa ao descer do ônibus e constatar que a chuva estava bem leve. Como desci na Av. Torres, ainda tinha um bom caminho pra percorrer, e por isso decidi continuar ao invés de procurar uma marquise. Detalhe: eu não tenho guarda-chuva.

Mas, como provocação, justamente no momento em que eu estava num parte do caminho em que não havia pra onde correr, o céu desabou em trinta segundos. A minha camisa de botão, que eu havia usado pois tinha reunião com um cliente, começou rapidamente a transformar o seu tom de azul turquesa para um azul marinho (piada intencional). A minha calça jeans dobrou de peso em apenas alguns instantes, até que achei um sobradinho pra poder pelo menos colocar os eletrônicos protegidos pelo enrolamento do casaco do Harry Potter que se encontrava na minha mochila.

A essa altura, a minha camisa já havia tomado uma cor uniforme. Meu cabelo estava super bem penteado e minhas meias já estavam literalmente atoladas no tênis. "Bem", pensei eu, "já era mesmo". E assim, continuei meu caminho.

No caminho, havia uma imensa poça de água pela qual os carros que vinha em velocidade faziam questão de passar. E ela ficava justamente no sinal de pedestre, aquele que não fecha nunca se não apertar o botãozinho. Mas como apertar o botãozinho com os carros passando a toda naquela poça?

Me lembro de ter achado um instante que dava pra ir correndo, apertar o botão e voltar correndo pra junto da parede, onde a água espalhada não alcançava.

Depois fiquei pensando na revanche que a chuva teve. Você pode saber mais aqui.

Chegando em casa, tudo havia corrido bem. Descobri que a mochila era um tanto impermeável, por isso quase nada molhou dentro dela. Um banho quente super relaxante e delicioso coroou esta história. E a conclusão de que, por essas e outras, já me considerei como o Primeiro Filho da Água. Mas está é uma outra história...

19 de mar de 2008

A ficção que vira realidade...

... e a realidade que deveria virar ficção. Esta aparente dualidade aparece hoje em dois acontecimentos marcantes.

Um, a morte de Arthur C. Clarke. Além do título deste artigo, apenas mais um número para ilustrar: 2001.

O outro, a situação China-Tibete. A China é uma das civilizações mais antigas do mundo, dessas que podem ser realmente chamadas de milenares. Civilização esta que sofreu no último século (e ainda sofre) com um regime linha dura, iniciado por Mao Tse Tung. Ao contrário do que se possa parecer com a abertura e consequente decolagem da economia chinesa, a China exerce um controle absoluto sobre sua população. No Tibete, controlado pela China, a situação não é diferente.

Com as Olimpíadas, o mundo volta seus olhos para o país mais populoso do mundo. E com todas as atenções voltadas para a China, os tibetanos agora clamam por mudança. E justamente pelo fato de ser o foco atualmente, o governo chinês está diante de uma escolha: a brutalidade ou o diálogo. Afinal, como diz o texto, a China se importa com sua reputação mundial.

Como tecnólogo e tecnófilo, acredito no poder da Internet de fazer a voz de vários anônimos em todo o mundo chegarem até as pessoas que decidem. Por isso assinei o abaixo-assinado que me foi enviado pela mesma amiga que me enviou a matéria do artigo anterior. Se vai funcionar, eu não sei. Mas faço a minha parte. Ou pelo menos tento.

Nota do postador: Eu tenho andado meio engajado ultimamente por aqui, não?

14 de mar de 2008

O que o mundo come

Uma grande amiga minha me enviou um link de um artigo sobre um levantamento que "mostra o consumo semanal de alimentos por famílias de diversas partes do mundo". Vejam a impressionante diferença entre a primeira e última fotos. Aparentemente, a globalização aproxima as pessoas mas não diminui as diferenças sociais entre elas...

12 de mar de 2008

Timespender

Se eu fosse um mês, seria... janeiro
Se eu fosse um dia da semana, seria... sábado
Se eu fosse um número, seria... 2
Se eu fosse um planeta, seria... netuno
Se eu fosse uma direção, seria... oeste
Se eu fosse um móvel, seria... cama
Se eu fosse um cômodo, seria... quarto
Se eu fosse um liquido, seria... água
Se eu fosse um pecado, seria... preguiça
Se eu fosse uma pedra, seria... safira
Se eu fosse um metal, seria... tungstênio
Se eu fosse uma árvore, seria... quaresmeira
Se eu fosse uma fruta, seria... maracujá
Se eu fosse uma flor, seria... copo-de-leite
Se eu fosse um clima, seria... temperado
Se eu fosse um instrumento musical, seria... bateria
Se eu fosse um elemento, seria... água
Se eu fosse uma cor, seria... azul
Se eu fosse um animal, seria... canário
Se eu fosse um som, seria... mantra indiano
Se eu fosse uma letra de música, seria... i love my computer, bad religion
Se eu fosse uma canção, seria... minimalista
Se eu fosse um estilo de musica, seria... trip hop
Se eu fosse um perfume, seria... aroma marinho
Se eu fosse um sentimento, seria... paz
Se eu fosse um livro, seria… uma ficção-fantasia
Se eu fosse uma comida, seria… italiana
Se eu fosse um lugar seria... uma nascente no meio de uma floresta úmida
Se eu fosse um gosto, seria... doce
Se eu fosse um cheiro, seria… incenso
Se eu fosse uma palavra, seria… brainstorm
Se eu fosse um verbo, seria… espreguiçar
Se eu fosse um objeto, seria… vídeo game
Se eu fosse uma roupa seria… chapéu
Se eu fosse uma parte do corpo, seria… cérebro
Se eu fosse uma expressão, seria… serenidade
Se eu fosse um desenho animado, seria… tom e jerry
Se eu fosse um filme, seria… laranja mecânica
Se eu fosse uma forma, seria… polígono regular de mais de 200 lados
Se eu fosse uma estação, seria… inverno
Se eu fosse uma frase, seria… "i am not as think as you drunk i am"

Este é um artigo-resposta a este.

10 de mar de 2008

O Último Czar

Nunca entendi as críticas que se fazia a homens que possuíam gatos como animais de estiamação. Talvez machismo, ou talvez seja uma auto-afirmação: "homi que é homi tem pitbull". Nada contra os admiradores desses cães tão... "adoráveis", mas tem alguns que tem só porque "são homi". Talvez eles não se garantam sozinhos. Ah, e nada contra cães em geral também, eu particularmente gosto muito.

Enfim, o fato é que ter um gato diminui em um terço suas chances de ter um ataque do coração. O novo estudo sugere que o estresse dissipado por animais de estimação é bom para o coração.

Sim, eu disse "animais de estimação", não só "gatos".

O estudo ainda diz que os donos do "melhor amigo do homem" não precisam se preocupar. Apesar do estudo não apresentar nenhuma relação, isso provavelmente aconteceu porque não havia donos de cães suficiente no universo de pesquisados para se tirar uma conclusão.

"Ansiedade e estress psicológico estão intimamente relacionados a eventos cardiovasculares", diz a reportagem. Quem me conhece sabe que eu sou o rei, o primeiro-ministro, o presidente e o CEO da paciência, portanto acho que não devo ter ataques do coração tão cedo. Talvez outros ataques, mas do coração, aparentemente... não.

7 de mar de 2008

O Paradoxo Bloguístico

Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Swinburne, em Melbourne, Austrália, descobriram que blogar é bom para a vida social.

Ok, eu não precisava de uma pesquisa para saber disso. A questão, principalmente em relação a este espaço que você lê, é o contrário. Será que não blogar faz mal para a vida social?

Tenho notado a coincidência (ou não) entre a freqüência baixa de posts e a freqüência baixa de mim mesmo nos meus círculos sociais. Tenho postado quase uma vez por mês, e tenho visto meus amigos menos do que eu gostaria.

A primeira é por falta de idéias, e a segunda pode ser por vários motivos, dentre eles excesso de trabalho e falta de tempo dos meus próprios amigos.

A matéria diz que "após dois meses de blogagem a sensação de apoio social e redes de amizades eram maiores do que em pessoas que não possuem blogs". Porém, também diz que "blogueiros potenciais estavam menos satisfeitos com suas amizades e se sentiam menos integrados socialmente, eles não se sentiam tanto parte de uma comunidade como as pessoas que não se interessaram em blogar".

Ou seja, quem não bloga já se sente mais integrado à sociedade, e quem bloga passa a se sentir mais integrado à sociedade. Quer dizer que, de qualquer jeito, estou integrado?

É. Fiquei confuso agora.

20 de fev de 2008

Arreda

Ai! Essa angústia que me dobra,
que me martela e depois desdobra.
Num movimento, toda a obra:
eis a minh'alma sem alento.

Ai! Essa angústia que, sorrateira,
já ao primeiro lampejo, é inteira,
vai desde o cerne até a tribeira:
eis a minh'alma pelo vento.

Ai! Essa angústia que acomete,
que se engloba e se derrete,
como é, para o seis, o sete.
Vai minh'alma ao pensamento:

O que fazer?

De humano ser que sou,
não me dou por vencido.
Dou é logo de enxerido
E cantando digo: "Ou!"

14 de jan de 2008

Feliz resto de 2008 ou Pensamentos (des)conectados

Sei que já passaram 15 dias, mas porque desejar feliz ano novo somente no início dele? Quem inventou essa regra? Aliás, regras são coisas que precisam ser quebradas de vez em quando (desde que não quebre as regras de mais ninguém, ou seja, respeito ao próximo). Porque uma criança pode gritar e correr descontroladamente por um descampado verdejante e ser bonitinha, enquanto um adulto que fizer a mesma coisa será considerado louco? É, perguntas. Ser, ou pelo menos tentar ser, criança de novo é ridículo ou um projeto de vida? Será por isso que quando há muita intimidade num casal as duas pessoas falam como se fossem bebês? Seria isso uma espécie de resgate dos bons tempos para se contrapor ao mundo cinzento dos adultos? Afinal, ser adulto e ter que lutar e se estressar e usar palavras da moda como crowdsourcing, feedback e sinergia para sobreviver é realmente uma coisa que se deveria fazer quando crescer? E o que é crescer, afinal? Se for só tamanho, há muitos adultos que não cresceram e muitas crianças grandes. Se for em maturidade, o raciocínio ainda se aplica, não concordam? Raciocínio é outra coisa que me faz pensar (sem trocadilhos intencionais). Será que raciocinamos mesmo, ou seríamos apenas máquinas reconhecedoras de padrões? "Time flies like an arrow", para um computador, pode ser uma afirmativa que o mande contar moscas como uma flecha o faz (pense na frase). Ou também que moscas-do-tempo gostam de uma e apenas uma flecha. Porque sabemos que não é assim que deveríamos interpretar a frase? E se os computadores algum dia chegarem ao ponto de reconhecer uma gama muito grande de padrões e conseguirem fazer o mesmo que nós? Eles raciocinariam? Um grande bloco de texto às vezes é difícil de ler, e normalmente só se deve falar de um assunto em cada parágrafo, conforme manda a etiqueta, mas porque eu estou fazendo tudo ao contrário? Etiqueta? Quem inventou essa regra?