21 de set de 2006

O Estranho Fenômeno

Então eu abri um bloco de notas, decidido que queria atualizar meu blog. Sim, mesmo sabendo que a ânsia em atualização podia resultar em má qualidade.

Então essa própria idéia me cai como uma bomba. Sim, eu hei de escrever sobre o que não foi escrito.

Essa idéia têm várias facetas. Eu poderia escrever sobre o motivo de eu não ter escrito tão freqüentemente quanto antes. Eu acabaria dizendo que é porque não tive nenhum assunto que merecesse um texto, incluindo, mas não limitado a, idéias malucas, comportamento humano, conflitos sentimentais e/ou existenciais e eventos cabalísticos relacionados à fenômenos da natureza.

E depois eu acabaria dizendo que essa falta de assuntos-merecedores-de-texto se devia à vários fatores, incluindo, mas não limitado a, falta de tempo pra fazer alguma bobagem (e falta de tempo pra pensar sobre ela), falta de memória (pois várias vezes penso em assuntos simples, mas bacanas, porém nunca chego a lembrar deles posteriormente), tranqüilidade na vida, esse tipo de coisa.

E, por fim, acabaria por concordar com Vinicius, o branco mais preto do Brasil.

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração

Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não
- Samba da Benção [Vinicius de Moraes]


Um grande amigo meu disse que não há melhor coisa pra acalentar um coração triste que a escrita. O conselho dele era esse. "Está triste? Escreva. Muito. Não precisa fazer sentido. O sentido vai vir do texto, sozinho."

Mas será essa uma mão de duas vias? Digo, será que é realmente preciso estar sentindo algo próximo de perturbação, questionamento, crise existencial, tristeza ou qualquer nome que se dê a isso para escrever com beleza?

E não é só comigo que isso acontece... Alguns dos meus leitores-blogueiros também andam bastante parados. Pode não ser pelo mesmo motivo, inclusive há alguns que realmente custam a escrever, mas antigamente escreviam muito...

Seria isso um questionamento? E é por isso que estou escrevendo esse texto?

Frase aleatória: se você souber que é o The Giant, eu recomendo muito que você até o site dele. Às vezes fico até 2 da manhã relendo as antigas.

Ah, e aproveite para apertar botões vermelhos no caminho.

7 de set de 2006

Post Nerd

Eu comprei um roteador wireless e duas placas de rede, também wireless. Agora eu tenho uma rede sem fio aqui em casa.

Só a título de informação:

Primeiro, fiz o update do firmware do meu modem ADSL, que uso pra conectar ao Velox. Na verdade, esse procedimento nem era necessário, mas acabou sendo por razões que eu vou explicar mais tarde. Então, o que fiz foi baixar o programinha que atualiza o firmware do SpeedStream 5200 série E240. Ele oferece uma interface web pra configuração, que eu usei pra definir dois modos de operação: um bridge (em que ele deixa o roteamento e a autenticação para o computador que estiver ligado nele) e um router (no qual ele faz a autenticação e o roteamento dos pacotes).

Isto feito, liguei-o no roteador wireless. O roteador também oferece uma interface web para configurá-lo. Configurei a minha rede sem fio, os parâmetros da WAN (que é o Velox) e da LAN (que é a rede dos meus computadores aqui em casa).

Aí, foi só instalar a placa de rede nos computadores e voilá! Internet sem fio.

O engraçado foi que o roteador oferece uma opção para autenticar em redes PPPoE (que é o protocolo que o Velox usa), mas quando tentei fazer isso, colocando o modem ADSL em modo Bridge, não funcionou. Estranho. Aí, pus o modem como router sem servidor de DHCP, configurei um IP fixo no roteador wireless cujo gateway era o modem ADSL, também sem servidor de DHCP. Assim, fico com dois firewalls naturais.

O único problema vai ser fazer port forwarding duas vezes. Mas tudo bem.

Agora, é simples fazer um computador entrar na rede: basta digitar de gateway o IP fixo que defini para o roteador wireless.

Legal, né?

1 de set de 2006

Poema Elemental #2

Quando as meninas chegaram à plataforma, se deram conta de que estavam, na verdade, em uma câmara circular. As paredes tinham inscrições, mas ali estava um breu total.

- Um pouco de luz aqui - disse a fadinha Abrieht, fazendo um movimento com as mãos. Um minúsculo ponto de luz surgiu em suas flechas-palito.

Hezeltine levantou a sobrancelha.

- Hmmm... Isso não me é estranho - disse.

- Eu também já vi isso antes em algum lugar - concordou a pequena Katrina.

O esforço da lembrança das três foi subitamente interrompido por um murmúrio fraco, como vozes vindas de muito longe. Ao que parecia, do outro lado da câmara.

Foram na direção que julgavam ser a mais retilínea possível. À medida que se aproximavam, as vozes ficavam mais claras - e familiares também.

- John! Bardo! Kranus! Como chegaram aqui?

- Nós é que perguntamos - disse o Bardo. - Viemos por dentro da montanha, depois que todo mundo ficou cego e as cordas que usamos pra nos amarrarmos uns aos outros se partiu misteriosamente. Mas vocês chegaram pelo outro lado!

John, como um bom anão, resmungou.

- Isto está muito chato. Preciso beber um pouco.

- Bem, depois - a pequena fada ansiava por contar das inscrições na parede. - Gente, nós achamos lá do outro lado umas inscr...

Interrompeu-se ao ver que, deste lado, de onde acabavam de chegar Iluvatar e Vujak, também havia inscrições.

- Ah, oi galera - disse o ranger.

- Agora que estão todos aqui - prosseguiu Kranus -, dois dos quatro pergaminhos estão reproduzidos nas paredes. Só que, aqui, temos dicas. Veja ali em cima.

Havia uma espécie de título, que dizia "Mu Sonem".

O Bardo parecia ter decifrado a charada.

- Mu Sonem... Mu Sonem... Espere!

- Sim - concordou Kranus. - "Mu Sonem" é "Menos Um" ao contrário.

- Então... Então se pegarmos a letra anterior e invertermos o que está escrito, teremos decifrado o poema? - perguntou Katrina.

- Exato - falou Bardo. E recitou.

One can hold
this scroll of power
and possess the strength
of the winter flower,

for its name is set
to unleash the cold,
and the secrets of balance
shall be unfold.

If the enemy dares
to break the snow,
his spirit will flee
from the very timeflow.


- Odeio poesia - disse John.