24 de jul de 2008

Eu e a Espiral 2.0

É interessante como fatos aparentemente sem nenhuma relação um com o outro se juntam em uma ligação que o cérebro consegue formar. Aliás, acho que essa é a grande capacidade de um cérebro em relação a uma máquina: conseguir ligar fatos e palavras aleatórias, semanticamente díspares.

Fato 1: Como um profissional da área de tecnologia, mas especificamente em desenvolvimento web, nas últimas semanas andei lendo muito sobre serviços da web 2.0 que estão bombando por aí, e decidi que eu ia entrar na maioria deles. Foi assim que eu criei o meu Twitter e o meu OpenID. Pra quem não sabe o que é, é só procurar na sua máquina de busca favorita.

Fato 2: Na mesma semana, fiquei pensando em como melhorar a minha postura profissional sem ter uma queda correspondente na minha qualidade de vida (nota mental: assunto para outro artigo). Sim, meu horário é super-flexível, e portanto tenho uma liberdade sem páreo no mundo profissional, mas isso acarreta em mais responsabilidade ainda. Que é algo em que eu preciso melhorar.

Fato 3: Navegando em sites web 2.0, como descrito no fato 1, esbarrei as recomendações de faixa integral no meu last.fm. Havia uma banda lá, Love Spirals Downwards, da qual eu tinha ouvido uma única faixa (a que eu tenho no meu computador). Ouvi a faixa e resolvi baixar o álbum inteiro, e gostei muito.

E o que é que isso tudo tem a ver um com o outro? Bem, tirando o fato de que o fato 1 e o fato 3 se ligam através da web 2.0 (não perca a conta), nada. Explico (ou pelo menos, tento): tentar melhorar a minha postura profissional significa renovar alguns princípios meus, e também alguns hábitos, me tornando uma espécie de "Eu 2.0". Tá certo que o "2.0" da "web" é diferente do "eu", mas vale a ligação.

Por conta dessa mudança de postura (mudanças sempre são difíceis...), eu escrevi em um dos meus tweets que meu trabalho está espiralando para baixo. Era uma frase esquisita sem qualquer ligação com o que eu havia feito antes, mas vá lá: se você freqüenta este espaço há algum tempo, já deve estar acostumado.

E onde está o fato 3? Leia de novo o que eu escrevi no tweet. "Espiralando para baixo". Juro que só percebi a ligação uns dois dias depois, pensando no impacto que isso poderia ter quando meus colegas de trabalho (que lêem meus tweets e meu blog) vissem aquilo.

Não é incrível? E foi totalmente subliminar, inconsciente, algo que eu não fiz de propósito. Meu cérebro é que fez isso. E sozinho.

E eu que às vezes penso que seres humanos são máquinas de reconhecimento de padrão super-avançadas...

5 comentários:

Ricardo Moraleida disse...

Bacana isso... uma coisa q eu tenho visto ultimamente é todo mundo preocupado com o espiralamento (sempre pra baixo) da produtividade individual... Há uns meses eu tomei um dos mues passos mais geeks e passei a monitorar (eu não, o software) todo o tempo q eu passo no computador. A partir daí pra saber onde começa a espiral, e a coisa fica mais fácil de domar... e o melhor - é tudo feito no melhor estilo 2.0 (o da web, não o meu. O meu eu 2.0 é o cara que põe o computador pra trabalhar, ao invés de mim mesmo).

Ricardo Moraleida disse...

ah, é... o negócio chama-se RescueTime: www.rescuetime.com - vê lá!

Candian disse...

Hmmm... Ok, sei que tenho atualizado pouco por aqui, mas eu esperava mais comentários. Bom. Menos idéias malucas no mundo talvez seja melhor. :)

Pedro disse...

Cadê o Álbum de Figurinhas da Web 2.0?

ppc: duvyle

Pedro disse...

PS: O comentário acima foi só porque você disse que estava triste porque não tinha tido comentários.