25 de abr. de 2007
7 de abr. de 2007
Exame de Motorista
Eu queria fazer alguma brincadeira com o número 100, e tal, mas acho que isso vale a pena como uma edição especial. Ficou um pouco maior do que imaginei, mas enfim. Vamos lá.
De fato, a regra do "felizes para sempre" em aventuras épicas vale. Até na vida real.
É semana santa, mas meu trabalho não deixou que fosse feriado. Assim, fiquei preso em casa, trabalhando. O resto do pessoal foi para vários lugares: sítio, Goiás, Lafaiete, nem sei. E eu fiquei.
Bem, não estou reclamando. Eu já disse aqui neste espaço uma vez que gosto de ficar sozinho em casa algumas vezes. E além disso, até que foi divertido trabalhar nesses dias de folga.
Sim, eu disse isso.
Sim, eu sei que sou louco. Não precisa gritar.
Bem, o fato é que estava trabalhando e ouvindo música na altura que eu gosto, sem machucar os ouvidos, quando, subitamente e no ápice da faixa preferida daquele álbum sensacional daquela banda muito legal...
Acaba a luz.
Essa foi a deixa para que eu fizesse o meu intervalo. E meu estômago reclamou. Eram mais ou menos 6 horas da tarde e eu só tinha comido um pão e tomado uma xícara de café. Tudo bem que tinha sido às 2 da tarde, mas o fato é que se passaram quatro horas desde a última refeição.
Então, fui à cozinha, pensando no que eu iria comer. Não queria comer outro pão e outra xícara de café, mesmo porque o café que eu fiz de manhã ficou um pouco forte (malditas cafeteiras elétricas). E também nem queria comer miojo, já que eu já tinha almoçado isso no dia anterior.
Eis que, no meio do caminho para a cozinha, meu cérebro teve a brilhante e sensacional idéia de se arriscar na cozinha. E, claro, começaríamos pelo básico: um macarrão ao molho de tomate. Simples.
Fui todo animado. Cheguei na despensa e vi que já havia um pacote de espaguete pela metade. E ainda havia instruções na embalagem! Maravilha!
Na geladeira só havia uma lata de extrato de tomate. E na despensa não havia outra daquelas latinhas vermelhas com a palavra "tomate" escrito. Ou seja, teria que ser aquilo mesmo. A minha sorte é que na lata também havia instruções, intituladas "como fazer o Elefante render mais". Falava algo sobre alho, cebolas douradas e água.
Lá fui eu. Água pra ferver. Em outra panela, um pouco de óleo pra esquentar. Inexperiente, deixei o óleo um pouco mais do que devia. Como essas coisas esquentam rápido. Daí, cebola picadinha no óleo quente. Esperei dourar (não chegou a ficar exatamente uma cor de ouro, eu diria mais um... bronze), joguei o alho e refoguei. Apesar de não saber o que isso significa. Mas tava escrito nas instruções.
Enquanto isso, a agua do macarrão nada de ferver. Até achei estranho o fato de que era água com sal a gosto, pois me lembro bem da minha mãe acrescentando óleo à agua do macarrão antes de colocar o espaguete propriamente dito. Então, confiei mais na minha memória e pus um punhadinho de óleo.
No molho, fiz o que as instruções da lata mandavam: acrescente água e o extrato de tomate. Porém, as instruções diziam para jogar a lata inteira, e meu sexto sentido culinário -- se é que eu tenho um -- dizia que isso não seria uma boa idéia. Coloquei duas colheres de sopa.
Procurando um lugar para guardar a cebola (que eu não havia usado totalmente) acabei achando um tomate semi-partido. Tive a idéia de colocá-lo no molho. Alguma coisa me disse que era melhor ter feito isso em uma etapa anterior, mas como eu estava experimentando mesmo, foi. Piquei bem mais ou menos, porque eu não tinha muito tempo, e joguei lá, junto com mais uma colher de extrato de tomate. Eu estava achando o molho um pouco ralo.
E a água do macarrão nada de ferver.
Daí, fiquei mexendo no molho, e justo quando eu achei que estava bom...
Acaba a luz. De novo.
Agora imaginem a cena: eu, um piloto novato de fogão, tentando fazer algo por conta própria pela primeira vez, sozinho, sem ajuda de ninguém, no meio de uma cozinha escura onde a única coisa visível era o fogo azul que saía das bocas do fogão.
Quando eu vou dormir no meio da noite, não gosto de acender a luz do meu quarto pra não acordar o meu irmão, que normalmente já está dormindo há um bom tempo. Então uso o meu celular, que tem uma iluminação bem potente. Foi a primeira coisa que me veio à mente.
Fui até meu quarto, chutando os móveis, e achei o celular. E agora, outra cena pra vocês imaginarem: eu cozinhando numa cozinha escura, mexendo um molho super quente com uma colher de pau em uma mão e segurando um celular, que recebia vapor de todos os lados, na outra. Eu mesmo ri nessa hora.
Deixei o molho em fogo baixo pra não queimar e ter tempo de pegar a lanterna do meu pai no guarda-roupa dele. Mais uma brilhante idéia do meu cérebro. Coloquei-a virada pra cima, de modo que iluminasse a cozinha toda. Bem, "iluminar" não é bem o verbo correto, mas na situação em que eu estava, era ótimo.
A água do macarrão estava finalmente fervendo. Coloquei o espaguete, e desliguei o molho. Afinal, se eu ficasse esquentando aquilo até terminar de cozinhar o macarrão ia queimar, mesmo em fogo baixo. Ou brando, como dizem no jargão técnico. Pelo menos é o que me vem na memória. Que seja.
Na embalagem dizia pra esperar de 9 a 10 minutos para o macarrão ficar "al dente". Resolvi esperar uns quinze. Também dizia para deixar o macarrão escorrer um pouco e jogar um fio de água corrente, para "interromper o processo de cozimento". Como achei que quinze minutos já estava mais que suficiente, joguei a tal água no escorredor (onde já estava o meu macarrão) por um tempo. Depois, joguei o macarrão dentro da panela de molho e misturei. Eu finalmente ia comer alguma coisa feita por mim mesmo (que não era miojo ou café).
Bem. A água corrente no escorredor, somada ao fato de eu ter desligado o molho um pouco antes do macarrão, resultou em um prato morno, e não quente. Além disso, não me lembro de ter mastigado nenhum pedaço de cebola ou de tomate. Acho que eles derretaram todos.
Porém, foi-- espere, a próxima frase merece um parágrafo só dela.
Foi o melhor macarrão que eu já comi na vida!
Talvez o fato de não ter sido feito por mim e não ter sido um completo fracasso contribuiu para isto, mas quando terminei o segundo tempo, coloquei o prato de lado e tive um prazer quase orgásmico. Olhei ao longe, as panelas e talheres sujos na pia esperando serem lavados, o fogão aberto e com algumas gotas vermelhas, e a meu lado, o prato vazio. E pensei: "porque nunca pensei nisso antes"?
O fato é que o meu macarrão poderia não ser sensacional a outros paladares, mas aquela velha lenda de que a comida dos outros é mais gostosa é mentira.
Enfim. Considero-me realizado agora. Ainda falta uma longa estrada até conseguir fazer algo comível para outras pessoas também, mas agora eu tenho carteira de motorista de fogão oficial. Mas não me peçam para cozinhar em festas.
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Gude
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20 de mar. de 2007
Corporação de Ladronagem
Em busca do centésimo artigo, dou-vos um daqueles em que se põe vários assuntos. Nunca havia feito um desses, mas aventuremo-nos. Afinal, a vida é uma aventura épica.
*****
Será que eu uso cinco ou três asteriscos para separar os assuntos? Hmmm...
***
Será que "hmmm" se escrevem com dois ou três m's? Hmm...
*****
Um recadinho.
Do you applaud fear
Do you hold it near
Are you afraid to live your life
The way I perceive
In my arms I’ll catch you
Do you mind If I always love you
Heaven’s gonna burn your eyes
You’ll see
In my dream I’ll catch you
Into my arms I’ll catch you
Do you mind if I always love you
Heaven’s gonna burn your eyes- Heaven's Gonna Burn Your Eyes [Thievery Corporation]
*****
(21:36:58) Ana Cher: Você também faz mágica, Gude ;)!
Ponto. :)
*****
Notaram como eu sempre chamo isso de "artigo" ao invés de "posts"? É que eu não sou muito ligado a estrangeirismos quando se há uma palavra em português, cujo sentido é exatamente o mesmo, para se usar. Eu prefiro começar um relatório de retorno do que startar um report de feedback. Argh.
Eu sei que "artigo" não é a tradução literal, mas postagem é dureza, né? :P
*****
Só pra constar, este é o nonagésimo nono. Para o centésimo, aceito idéias. Comentem ou mandem email. Ah, também estou aceitando idéias de conteúdo para o meu website. Sim, o meu website: www.candian.com.br. Ha! Eu tenho o meu próprio domínio! :)
*****
Chove lá fora.
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23 de fev. de 2007
Quem conta um conto...
No ônibus, ouvi algumas palavras de uma menina ao celular. Ela estava com uma amiga. A expressão "Cristóvão Colombo" foi clara a cristalina. Além disso, ela falava em inglês: "take down the street, then left" também foi uma expressão nítida aos meus ouvidos.
Versão 1
A menina que falava ao celular passou o carnaval em alguma cidade do interior de Minas juntamente com aquela amiga dela. Lá, ela encontrou esse gringo que falava com ela pelo telefone. Eles ficaram, ela disse pra ele que era de BH e depois do carnaval ele deu um jeito de vir pra cá pra encontrar com ele. Aí ele se hospedou em algum hotel perto da Cristóvão Colombo, e ela estava pegando o ônibus pra ir encontrar com ele de novo.
Versão 2
A menina que falava ao celular conheceu um cara quando foi viajar de intercâmbio na Austrália. Eles ficaram super amigos e ele prometeu visitá-la no Brasil um dia quando ela voltou. Esse dia havia chegado e ela estava indo se encontrar com ele. Iria levar uma amiga porque ficou com vergonha de ir sozinha e ele disse pelo celular que havia trago um amigo também. O fato é que ele é doido com ela e ela só o considera um amigo, mas um amigão. E a amiga viria a ficar apaixonada pelo outro.
Versão 3
Um congresso de historiadores estava rolando na cidade, no saguão de um hotel. Ao celular, a menina explicava que a avenida Cristóvão Colombo era em homenagem ao descobridor da América, e era assim que ele era chamado no Brasil. Porém, as palestras e workshops aconteciam de manhã, e naquela hora ela estava se confraternizando com o professor de História, especializado em História do Brasil da Universidade de Cambridge, e ele iriam se encontrar na Praça da Liberdade para que pudessem discutir um pouco mais sobre esses assuntos, além de apresentar a cidade para ele. A amiga era uma professora de história de segundo grau que estava super excitada de encontrar um o cara que escreveu um dos livros preferidos dela.
Let your imagination fly. Dance in the rain... and love.
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15 de fev. de 2007
Eu e os quadrinhos
Tudo começou quando um camarada famoso na MPB aí me apresentou o tal do User Friendly. Até então, eu não tinha costume de ler quadrinhos online. Achei aquilo bacana, mas com o tempo esqueci e parei de ler.
Aí ele mandou um email pra lista da nossa galera com uma tirinha que ele achou engraçada. E eu voltei a ler. Acabei tomando gosto e quis ler outras, umas clássicas como Garfield, Dilbert e Calvin. Descobri que elas também estavam na web.
Fiquei um bom tempo lendo essas quatro. Um dia me lembrei da 8-Bit Theather, que um certo gigante-outrora-cervejeiro me apresentou bem antes da indicação do artista da MPB. Acrescentei-a à lista. À essa época, eu já tinha uma pasta nos meus marcadores com essas páginas e entrava todo dia.
Então, descobri num blog simpaticamente estranho a tal da Order of the Stick. O pessoal comentava, mas eu nunca havia visto. Entrei e gostei muito, e hoje é a minha favorita. Tanto é que até participo do fórum lá. Nunca havia participado de fórum de discussão antes, esse foi o primeiro. Acho que vai ser o único, mas enfim.
Aí, por causa do fórum, descobri algumas outras. Um dos caras tinha na sua assinatura quando postava o link para uma que se chama Goblins. Entrei e li, e achei bacana também. E aí entrou uma outra tirinha no mesmo site da Order of the Stick, chamada Erfworld. Também tô achando super-bacana. Descobri através do fórum que ela é do mesmo autor de uma outra, chamada PartiallyClips. Que também é legal.
Depois cansei de ler historinhas somente em inglês, e procurei algumas em português. Acabei achando os Malvados. E a lista só cresce.
E agora eu tô com a idéia de fazer uma pra mim, mas tô sem idéias... Queria fazer uma de futebol. Que só atualizasse às segundas e quintas (depois das rodadas, claro). Porém não sei desenhar. Tive a idéia de fazer os quadrinhos com fotos, e adicionar só os balões. Porém, tenho tido pouca inspiração para escrever, como vocês devem ter percebido pela falta de artigos aqui. O que dirá pra escrever humor, e mais ainda pra escrever humor futebolístico.
Devo dizer, finalmente, que a Turma da Mônica é legal até hoje. Principalmente as histórias do louco, que são hilárias:Louco: Oi!
Cebolinha: Oi! Tudo em cima?
(Louco com cara intrigada)
Cebolinha: Ai! O Louco! Eu não devia ter dito isso!
(Louco joga um monte de coisas em cima do Cebolinha: avião, fogão, boneca, cadeira e até um carro)
Louco: Ah, agora sim. Tá tudo em cima!
HA!
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Gude
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2 de fev. de 2007
Traduções Divertidas
1- Vá ao Google e clique no link do lado, aquele em que diz "ferramentas de idiomas";
2- Copie um texto qualquer e cole na janela, escolhendo para traduzir de português para inglês;
3- Copie o resultado na janela e peça para traduzir de inglês para japonês;
4- Copie o resultado na janela e peça para traduzir de japonês para inglês;
5- Copie o resultado na janela e peça para traduzir de inglês para português;
6- Compare o resultado com seu texto original. E rache de rir.
Fim do expediente, nós vamos a fim esperar o pra profissional da barra-ônibus do ponto para que pra para vir retornando, a casa, (é, mim anda a barra-ônibus). Quando eu entro, o am assentou o pra do céu dos achados do lugar. Com o ponto com meu pensamento, mas em cada batente que mergulha então, eu interrompo o pra porque o passageiro novo pode ser observado.
Se o fulling, terminando o lugar de seus céus for na medida, vai e I da conclusão sad pelo meu vindo transversalmente lá e pela barra-ônibus que é com o callous: O lugar do céu a meu último lateral uns que estão no meio de se usar é sempre.
Então quanto para a mim você pensou de que os povos possuíram o tipo inconsciente do recolhimento.
Porque quanto para a mim quando a barra-ônibus é usada enquanto o tipo do divã a que eu me analiso exatamente este costumo você dizer. Diretamente da preocupação do transporte. Esse makes que viajam a maneira muito rápida -- E que fêz apreciar.
Conseqüentemente, quando eu sou assentado, pensando, minha cabeça é o eddy do pensamento mil, -- Tempo no sentimento -- Porque e sem aqueles estes povos é sabido, exatamente, sae e separa.
Ou porque talvez quanto para a isso o mesmo I é um mustache apenas, é.
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29 de jan. de 2007
Shall the Final be Fantasy!
Eu finalmente consegui vencer o joguinho que eu vinha jogando há um bom tempo. Final Fantasy VI, o melhor de todos da série. Bem, pelo menos dos que eu joguei. Não cheguei a jogar os FF X, XI e XII, quer saíram para PlayStation II.
De qualquer forma, fiquei satisfeitíssimo. Eu já tinha vencido o jogo antes, mas vencer de novo é sempre especial, pois você se envolve mais na história, entende melhor, e o fim é sempre gratificante.
Vencer jogos deste gênero é algo chegar ao final de um filme excelente, só com o detalhe que você ajuda a construir a história. E dependendo das coisas que você fizer, o final muda. Um pouco, mas muda.
Havia momento em que eu até marejava os olhos. O jogo é cheio de histórias paralelas, e uma delas é do caçador de tesouros, Locke, que tem um trauma de ter deixado sua amada cair de um penhasco e não ter conseguido salvá-la. Rachel, a garota, fica então num estado de coma permanente na cidade natal de Locke, e ele sairá pelo mundo em busca de algum remédio milagroso que o fará voltar à vida. Ele acaba por encontrar um antigo espírito mágico, convenientemente denominado Phoenix, que faz Rachel acordar, mesmo que por breves segundos. E tudo o que ela pode dizer a Locke é "I love you, I always did and I will always do", e o corpo dela desaparece.
Uma outra personagem, Celes, é o fruto de uma experiência bizarra que o Império fez com ela, que era uma soldado de alta patente no exército. Uma infusão mágica, que fez com que ela desenvolvesse poderes mágicos naturalmente. Descobrindo isso, ela se rebelou, o Império a torturou e Locke a salva. Eles fogem juntos para o esconderijo do grupo rebelde, os Returners, que a recebe com desconfiança, afinal ela era uma general do exército do Imperador Gestahl.
Duas histórias aparentemente desconectadas, não fosse pelo fato de que Celes lembra muito a amada de Locke, Rachel. E o momento mais bacana é depois que se vence o último chefe, Kefka, há o final do jogo, e no final há uma cena em que o chão cede sob os pés de Celes e ela fica pendurada. E quem vai salvá-la é Locke. O que ele diz é "I will not let go this time, not this time". Ele a puxa, eles se olham por um tempo e seguem caminho. Depois, Celes diz que finalmente encontrou alguém que a aceitasse da maneira que ela é. Bonito, né?
Nah. Chamem-me doido. Ou infantil ou esquisito. Mas quem conhece essa sensação sabe do que eu falo.
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Gude
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18 de jan. de 2007
O princípio da não-comunicação
Às vezes fico pensando: por quê?
Sabe, é uma situação estranha, porque se por um lado é, por outro pode não ser. Mas talvez não tenha nada a ver com nenhum desses lados, pois há uma série de fatores que devem ser levados em conta. Não se pode simplesmente se precipitar a uma conclusão.
Esses fatores todos geram uma série de nuances entre o "ser" e o "não ser". Não é algo binário, é ou não é. Portanto, tudo é muito difícil de analisar e prever. Requer muito cuidado e atenção, e mesmo assim poderíamos chegar a conclusões erradas.
Sim, talvez porque as próprias conclusões acabam influenciando no resultado final antes mesmo dele acontecer, como num processo de realimentação. Ou então, essas conclusões alteram os fatores que nos levaram a chegar a determinada conclusão, fazendo com que o resultado em si seja diferente do previsto.
Pior ainda: há razões que modificam outras causas, que por sua vez modificam outros fatores que podem ou não modificar tanto as razões já citadas quanto outros motivos que ainda não entraram na (in)equação. Eventualmente, o processo finaliza, e todos os fatores transformados e re-transformados por eles mesmos, juntos, geram um resultado que, provavelmente, é parcial ou totalmente diferente do que concluímos que seria. Pois a conclusão, na maioria das vezes, parte das razões não modificadas por outros motivos, fatores e causas e pelos próprios resultados, conclusões e consequências destas, desses e daqueles.
Enfim, podemos concluir que conclusões normalmente nos levam a acreditar que determinada questão só possui dois resultados: sim e não. E isso ocorre devido à sub-análise dos fatores, causas, razões e motivos que se entrelaçam entre si e com as consequências, resultados e conclusões.
Mas... Será que podemos concluir isso mesmo?
(Nota do autor: este artigo não fala sobre nada. Não, nem mesmo sobre conclusões.)
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Gude
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