12 de mar de 2010

Horbag Domenescu - Parte 4/4

Nesse momento, a coisa mais estranha aconteceu. Quando toquei meu pai, ele se queimou e ficou fraco, caindo de joelhos no chão.

- Ha! Eis a prova, meu jovem! - bradou o velho, alegre.

- Não tem mais como escapar. Você agora é um clérigo de... LOVIATAR! - gritou, revelando seu símbolo profano e erguendo-o no ar. No mesmo instante, um relâmpago caiu sobre sua mãe, deixando nada mais que um amontoado de cinzas pretas.

Não pude me conter e avancei contra o velho.

- Ei! Canalizar o poder de Loviatar não é assassinar os outros de graça!

O mesmo fenômeno aconteceu. Porém, desta vez feridas profundas apareceram sobre a pele do velho, que urrou de dor e caiu estatelado no chão, mas com um sorriso no rosto.

- Muito bem, Horbag... --cof. Agora você é verda-- cof -- verdadeiramente um seguidor de Loviatar... Agora conclua -- cof -- o seu trabalho.

Vendo os dois homens no chão, minha cabeça rodopiou. Senti uma vertigem horrível, devido aos vários pensamentos que me vieram à cabeça. Quando me dei conta, o amuleto que eu havia achado estava na minha mão. Apesar de estar menos ferido, meu pai olhava horrorizado pra mim, enquanto que o velho, já nas últimas, parecia sentir um prazer indescritível.

Eu já não tinha mais dúvidas. O velho parecia escutar meus pensamentos, pois disse:

- A escolha... foi feita...

- Muito bem. Você morrerá por ter matado a minha mãe. Não importa. -- e fui até ele terminar o serviço, da mesma forma que comecei. Apenas toquei no rosto do homem, e seus olhos saltaram da órbita e explodiram. Sua cabeça ficou roxa e o resto do corpo branco.

Meu pai estava aterrorizado. As outras pessoas começaram a fugir de mim.

- Meu filho! Você mentiu pra mim! Porque não disse que havia achado isso?

- Eu não menti, meu pai. Apenas omiti... Pois me preocupei com você.

- E isso lá é preocupar? Devia ter dito!

- Não pai. Você não sabe nada sobre os deuses. Agora vejo que era uma bobagem me preocupar com você.

Meu pai pareceu desistir de argumentar comigo.

- ... vá embora, sua aberração! Você não é mais meu filho. Vá!

Não senti vontade de matar meu pai. Algo me dizia que ele já havia passado pela sua provação, pelo menos hoje. Então senti meu dever cumprido.

Peguei a armas e equipamentos do velho que eu tinha acabado de matar já ia saindo, quando o conselheiro gritou com suas últimas forças:

- Horbag! Me cure por favor! Você é um canal dos deuses agora, pode fazer isso!

Parei, mas não me virei. Esperei um momento, fiz meia volta e fui até o conselheiro, que continuava no chão, ao lado do monte de cinzas que antes era minha mãe.

Com um gesto, um ponto de luz vermelha começou a sair de meus dedos.

- E porque eu deveria? Você... Você me ensinou todas as coisas que eu nunca deveria ter aprendido.

- ... eu sei disso. Você deve cumprir--

- Agora meu destino está selado, e por sua causa. A sua hora chegou.

O conselheiro fechou os olhos e soltou o ar, como que desistindo. Então eu disse:

- Você merece...

Antes de terminar a frase, eu toquei o velho.

- ... morrer.

Sob o olhar aterrorizado de todos, saí da aldeia para nunca mais voltar.


PS: Perdão, não me lembro qual era o enredo desta campanha.
PS2: Este é o segundo personagem que posto aqui. Leu tudo? Deixe uma nota nos comentários!

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