14 de abr de 2010

A Ilha - Parte 1/6

Segue uma história que eu criei para um jogo que o Pedro mestrou há um tempo atrás. Espero que gostem. :)

Há 9500 anos, humanos, anões e elfos viviam em paz no continente, que até então era a única terra conhecida. O reino era governado por um conselho de três primeiros-ministros - um de cada raça, cuja sucessão seguia a hereditariedade. Havia ainda o parlamento, composto por líderes espirituais das várias aldeias e cidades, também divididos igualmente em três partes. Tudo funcionava em perfeita harmonia. Existia o racismo em pequenos grupos, mas o sistema político e econômico não dava brechas para as diferenças entre as raças. Perante a lei, todos eram iguais.

Quando engenheiros anões descobriram a navegação, os governantes decidiram explorar as águas supostamente infinitas a oeste. Decidiu-se que uma expedição, liderada pelo capitão anão Gonfrak Radek'a, e composta de membros das três raças, iria se lançar ao tenebroso Mar das Bestas Vermelhas. O mar tinha esse nome porque nele, acreditava-se, vagavam criaturas gigantes que matavam os invasores de seus territórios a sangue frio, avermelhando o mar. Porém, descobriu-se que tudo eram lendas infundadas, e bastou o deslocamento de alguns dias a oeste para que a ilha de Radek'a aparecesse, virgem, inexplorada.

A princípio, o capitão Gonfrak pensou ser um novo continente, dada a extensão da ilha. Mas a história do descobrimento tem uma lacuna nos registros. O que há de registrado depois é a fundação da primeira cidade insular, Kacz. Ela ficava alguns quilômetros a oeste da costa leste, cercada por uma floresta. Houve uma grande discussão, principalmente no parlamento, para saber se a ilha e a cidade teriam seu próprio sistema de governo, ou se teriam apenas representantes no parlamento.

Após vários anos de discussão, Kacz acabou por ter uma prefeitura própria, virando uma província do reino, quase uma colônia. Tentou-se, a princípio, instaurar uma república pequena, aos moldes do governo do continente, com três primeiros-ministros e um pequeno conselho. Mas, estranhamente, na ilha as diferenças raciais apareceram, e os elfos, apoiados pelos humanos, alegaram que ainda havia pouca população para ser representada através de parlamentares. Derrotados por maioria, os anões acataram a decisão de cada raça indicar um líder e os três seriam declarados regentes da ilha.

Os humanos indicaram Acklald Ergartai, que até então era um dos membros do parlamento continental, e líder espiritual da pequena aldeia de Veromvor. A representante dos elfos era Sylarila Orinitas, uma conhecida comerciante da cidade de Nedine, e que foi indicada pelo líder espiritual da cidade, Dironu Lolis, que era parlamentar. E os anões elegeram para representá-los o próprio descobridor e fundador da cidade, o capitão Gonfrak Radek'a. Os três regeram a ilha por muitos anos, até que as falhas do sistema econômico começaram a gerar um sentimento separatista em alguns clãs da cidade, que já crescia além de suas fronteiras estabelecidas.

Um comentário:

Daemon disse...

Eita!
Das antigas... :)