5 de jan de 2010

Dante Thriansky - Parte 1/4

Feliz 2010!

Alô? Alguém ainda vem aqui?

Não que isso esteja com teias de aranha por toda a parte, mas pelo menos empoeirado isso aqui está. Levantemos e sacudamos, pois, a poeira, e demos a volta por cima.

(Alguns verbos no imperativo ficam bonitos, né? Bem, voltando.)

Como não tinha nada de interessante vindo do meu cérebro presente, resolvi colocar aqui, pra reativar este espaço, alguns textos que escrevi antes. Nerds ou não.

Alguns são profundos. Mesmo. Outros são cheios de metáforas óbvias, outros são óbvios sem metáforas, e outros são pura fantasia. E é com esses que começarei a sessão. Ainda não sei sobre a periodicidade, talvez um por semana... Depende do clamor dos meus (dois) leitores.

Senhoras e senhores (eventuais) leitores, apresento-lhes o rápido background em quatro partes de um de meus personagens de RPG recentes. Ele se chama Dante Thriansky e é especialista em enganar os outros através de mágicas. Para os mais nerds, ele é um humano beguiler, e o jogo foi ambientado em Eberron.

Ah, e se você leu isto, por favor, por favor mesmo, deixe um comentário apenas para eu saber que você leu. Sério. Só pra eu saber se ainda tem audiência. Tá bom? Ok? Então beleza. Valeu!

Com um golpe de espora, Porter Achen, o mensageiro oficial da guarda de Marketplace, fez seu cavalo galopar. A chuva fina pingava diretamente em seu rosto, e cada gota era como uma minúscula gilete, tal a velocidade do corcel. Mas ele confiava em sua fiel montaria. Sua respiração era tão forte que se misturava com o galope do cavalo no terreno úmido.

Ao se aproximar dos portões do pequeno vilarejo de Marketplace, os guardas logo reconheceram seu consorte ao longe. Abriram o portão no momento exato em que ele cruzou o muro. Porter escalou algumas ruas e chegou à sede da guarda, onde Lionel Brinn, o chefe do regimento, o aguardava do lado de fora.

- Senhor, senhor! - disse, ofegante. - Trago notícias perturbadoras! Ele está aqui!

- Acalme-se, Achen. Desça do seu cavalo e diga com calma.

Obedecendo seu comandante, Porter arriou.

- Senhor, o Escultor de Mentes está na cidade! Ele pode ser qualquer um!

- O Escultor? Tem certeza, Achen?

- Sim, senhor. Acabo de vir de Passage, ouvi rumores de que ele se encontrava em Fairheaven e depois passou por lá.

- Há quanto tempo ele saiu da capital?

- Não sei ao certo, senhor, mas os rumores em Passage datam de três meses atrás.

Brinn pensou por uns momentos.

- Creio que temos alguns suspeitos. Aquele bando de mercenários que contratamos para ajudar nas escoltas dos nossos mercantes... Me lembro que um deles chegou aqui há mais ou menos uns três meses. O nome dele era Dellan... Dillon... Dellon!

- De qualquer forma, senhor, teremos que esperar eles voltarem de Cragwar. O último carregamento partiu há uma semana, eles já devem estar de volta amanhã.

- Não os deixe entrar na cidade, Achen. Vá até as cidades vizinhas e envie a mensagem. Se ele escapar das nossas garras, estará cercado. E terei todo o crédito por ter capturado o Escultor. Ha!

- É claro, senhor.

Mais rápido que o vento, Achen pegou o trem para avisar Ghalt e Passage. De lá, desceria até Arcanix e voltaria pela estrada de Larunor até Marketplace.

5 comentários:

Christiano Candian disse...

Eu até que podia colocar os outros dois poemas elementais também. Se quiserem. :)

Ereke disse...

Lido :-) Legal! Posta o resto!

Mila disse...

Eu vim aqui.
Não li, mas vim.
Beijo!

Fagner disse...

a comparação da gota de chuva com "gilete" foi surreal para o contexto! :)

Ah parte de ficar com o crédito da captura poderia ficar como um pensamento ...

Christiano Candian disse...

@Ereke Postarei. São mais três partes. Mas acho que vou deixar um tempo... :)

@Mila Então leia, oras. :*

@Fagner Hmmm... Tem razão. O certo seria "lâmina". E a parte do pensamento, é uma boa sugestão. Como são textos que não irão ser publicados, deixa do jeito que está. :)