19 de fev de 2010

O Caixeiro Viajante - Parte 4/4

O caixeiro voltou ao castelo. Ao entrar no salão do trono, logo à frente da entrada
do corredor que leva à câmara do Cisne Vermelho, ele as viu.

Os Quatro Entes, perfilados, lindos e cheios de energia positiva. Uma energia quente.
O caixeiro se sentia muito bem ali.

Por um momento, ficou entorpecido. Mas estava decidido.

- Não. - disse de forma taciturna.

Os Quatro Entes não se moveram. Mas algo estava acontecendo.

Da esquerda para a direita, Ariel, Tharsis, Kerub e Seraph se alternavam entre
grandes explosões de aura e ausência total de cor. Tudo acontecia cada vez mais
rápido. O caixeiro ficou tonto.

Por fim, os Quatro Entes se moveram, e começaram a dançar uma valsa...

[música: Enya - Only Time]

Aos pares, eles pareciam ficar cada vez mais translúcidos... E pareciam atravessar
uns aos outros...

"E quem pode dizer para onde esta estrada vai
Ou para onde o dia vai
Somente o tempo...

E quem pode dizer se seu amor cresce
Quando o seu coração escolhe
Somente o tempo..."

A vozes delas sumiam na luz... Coros perfeitos... Harmonizadas como se fossem apenas
uma...

"E quem pode dizer porque seu coração suspira
Quando seu amor voa
Somente o tempo...

E quem pode dizer porque seu coração chora
Quando seu amor mente
Somente o tempo..."

De tempos em tempos, elas trocavam de par... Até que o caixeiro não percebeu o
momento em que só haviam três delas...

"E quem pode dizer, quando as estradas se cruzam
Que o amor pode estar no seu coração...

E quem pode dizer, quando o dia dorme
Que a noite olhará pelo seu coração...

A noite olhará pelo seu coração!"

Até que em um momento, o caixeiro viu à sua frente a figura que tinha visto antes: a
dos Quatro Entes, reunidos. Uma só mulher, a mais bela de todas... Ela estendeu a mão
para ele, e cantou:

"E quem pode dizer para onde esta estrada vai
Ou para onde o dia vai
Somente o tempo...

E quem pode dizer se seu amor cresce
Quando o seu coração escolhe
Somente o tempo...

Quem pode dizer? Somente o tempo..."

O caixeiro se viu na Câmara do Cisne Vermelho... E lá ficou.

(...)

Quando acordou, o caixeiro se viu fora do castelo. Deitado no chão, a chuva caía
sobre seu rosto. Exatamente como da outra vez. Teve medo. E saiu fora dos muros do
Reino do Castelo Celeste. Sem rumo...

Quando souberam da notícia, os Quatro Entes mandaram uma das amazonas mais valentes e
leais que possuíam... Com uma mensagem. A amazona partiu em busca do caixeiro, e não
iria desistir até que o encontrasse...

Um comentário:

Pedro disse...

Tipo, sem querer soar chato, mas não rola de fazer um "melhores momentos" dessa história do caixeiro não?